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Ensinamento sobre os Espíritos e a
Essência Divina
Deus me revelou que os espíritos não
estão no céu como muitos imaginam — eles estão entre nós. A diferença é que não
os vemos, e eles também não nos veem. Aqueles que evoluíram espiritualmente
durante sua existência terrena podem não ter mais expiações a cumprir, e por
isso não precisam vagar. Alguns, porém, ainda se manifestam em formas sutis,
como vultos, e é possível, em certos momentos, sentir sua presença, conectar-se
com sua essência espiritual e até compreender suas limitações.
É certo que os anjos vieram antes de
nós. A eles não foi dada a alma — essa dádiva foi reservada ao homem, para que
pudesse transcender os mundos em sua jornada individual. A alma, através da
essência, se transfigura em espírito. Alguns de nós alegram os anjos, que fazem
de tudo para nos proteger. E muitos deles, por permissão divina, descem à Terra
para nos transmitir benevolência, paciência e transformação, auxiliando nosso
crescimento espiritual.
Esse crescimento nos conduz ao ápice da
luz, e então ascendemos aos céus para estar à direita de nosso Pai
Todo-Poderoso. Contudo, muitos permanecem entre nós, por não alcançarem a
sabedoria que nos torna espiritualmente maduros. Ao lograr subir ao céu, a alma
torna-se elegível ao conhecimento da vida, pois antes de almejar o alto, é
preciso conhecer a própria essência e espiritualidade.
Toda benevolência, dignidade, sabedoria,
discernimento e força nos são dadas desde o nascimento. Crescendo, essas
virtudes se fortalecem em nós, tornando-nos templos do Altíssimo. Sem perceber,
já realizamos as obras do Pai, mesmo sem ter lido ou aprendido em algum lugar.
Já nascemos com alma e espírito, e temos todos os propósitos para viver
plenamente. Ainda assim, buscamos ensinamentos — talvez por necessidade, talvez
por inquietação.
É hipotético não acreditar que somos
criação de um Criador que abraçou a Terra. Um gigante que, como uma criança,
pegou uma bola para brincar. Mas sabia que sozinho não podia. Então criou os
anjos, moldando cada um como soldadinhos de barro, adorando e amando cada um. E
entendeu que poderia muito mais. Não bastava olhar de cima — era necessário que
os anjos pisassem o solo, vissem as cores das paisagens, os animais, a água.
Deus foi prudente ao nos doar tudo o que
Ele é: imagem, semelhança, amor, carinho, respeito, sabedoria, disciplina. E
aqui estamos nós — frutos da sua luz, da sua vontade, da sua infinita criação.
13/10/2025
15:30
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